quarta-feira, 27 de julho de 2011

V CAMPORI DE DESBRAVADORES - MISSÃO NORDESTE - 2011


O CLUBE DE DESBRAVADORES VENCENDO DESAFIOS, JA CONFIRMA SUA PRESENÇA E ESPERA PODER TE VER LÁ!!!!

NÃO DEIXE DE PARTICIPAR


quinta-feira, 23 de junho de 2011

SOCIAL

NESTE SABADO NO CEFAR HAVERÁ UMA GRANDE SOCIAL A PARTIR DAS 19:30, REALIZADA PELO CLUBE DE DESBRAVADORES VENCENDO DESAFIOS

 -------- NÃO PERCA ------

QUEM ANIMARÁ A SOCIAL SERÁ OSIAS E WENDEL

HAVERÁ LANCHES E MUITAS BRINCADEIRAS

APENAS R$ 1,OO

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Já Ouviu Falar em Auschwitz?

Eles planejam a maldade, fazem o que é errado e só pensam em enganar os outros. Jó 15:35

Auschwitz foi um dos maiores campos de concentração e extermínio de massa de que o mundo teve notícia. O que aconteceu foi que, durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler acreditava que havia recebido um chamado para purificar a Terra exterminando negros e judeus. Por isso, foram feitos campos de concentração para trabalho forçado. Ali, centenas de milhares de pessoas chegavam para trabalhar ou morrer.

Recentemente, alguns arquivos secretos da antiga KGB, polícia secreta russa, foram abertos ao conhecimento público e descobriu-se que o terror era pior do que se imaginava. Esses registros apontam que entre 4 e 6 milhões de pessoas foram exterminadas por oficiais nazistas no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.

Auschwitz recebia em média dez comboios ferroviários com presos dos países ocupados por nazistas. Cada trem tinha entre 40 e 50 vagões e, em cada um deles, entre 50 e 100 pessoas. Dos prisioneiros que chegavam, 70% eram exterminados imediatamente. Os mais fortes tinham a morte adiada para que trabalhassem em fábricas militares ou participassem de experimentos médicos.

Imagine o drama: ou a pessoa morria em uma câmera de gás ou começava a trabalhar para produzir armas e munições para os nazistas matarem seu povo e os aliados que lutavam contra as loucuras de Hitler.

A Bíblia fala que um dia o povo de Deus voltará a ser perseguido. Nessa ocasião, todos precisaremos estar em profunda comunhão com Deus, certos de que nossa redenção estará se aproximando velozmente! Continue lendo a Bíblia, continue perto de Jesus e, em breve, estaremos no Céu.

E, hoje, que tal um minuto de silêncio pelos cerca de 6 milhões de mortos em Auschwitz?


sexta-feira, 27 de maio de 2011

O que Você Faz nas Horas Vagas?

Então, de agora em diante, vivam o resto da sua vida aqui na Terra de acordo com a vontade de Deus e não se deixem dominar pelas paixões humanas. 1 Pedro 4:2

Cada um faz o que quer nas horas vagas. Uns jogam futebol, outros brincam de jogos de tabuleiro, outros colecionam coisas como moedas, figurinhas, bichinhos de pelúcia e outras coisas mais. Mas faço uma pergunta: será que realmente temos horas vagas? Existe hora vaga? Existe um pensamento que diz que “quem mata tempo comete uma forma de suicídio”. Essa frase é pesada, mas precisamos pensar nela. Vivemos debaixo do tempo e, infelizmente, parece que muitos resolvem não administrá-lo ou o administram mal. A filosofia corrente é “deixa a vida me levar”. Convenhamos, isto é um absurdo! Administrar bem o tempo é um grande privilégio e uma grande responsabilidade!

Como você já deve ter percebido, gosto muito de esportes e o meu favorito sempre foi o futebol. Mas confesso que, em algum momento da adolescência, posso ter exagerado na dose e jogado bola além da conta. Não existe nada de errado em praticar um esporte. Mas, você sabe, qualquer coisa em demasia é errado. Por exemplo, quem de nós, algum dia, não se empolgou demais com a internet e ficou horas ali, fazendo absolutamente nada? Esse tempo, amigo, não volta nunca mais. O tempo desperdiçado é um crime contra você mesmo.

Tenho aproveitado minhas horas vagas para escrever este devocional. Minhas horas não são muitas e nem sempre são tão tranquilas (lembre-se de que tenho dois filhos pequenos). Mas, sempre que tenho um tempinho extra, cá estou eu com meu computador, escrevendo, escrevendo, escrevendo. Já usei horas vagas para preparar palestras e aprender um programa de computador que me era útil quando cuidava de uma igreja. Já usei para ler livros de meu interesse, e tantas outras coisas das quais eu não me arrependo.

Isaías foi um profeta que falou muito da vinda do Messias. Ele passou boa parte da sua vida anunciando que Jesus nasceria neste mundo e que seria nosso Salvador. Esse homem usou cada segundo do seu tempo para anunciar a maior notícia do mundo. No dia a dia falava dessa mensagem e nas horas vagas, também.

E você? O que tem feito nas horas vagas? Tem usado seu tempo de maneira sábia e equilibrada ou fica o dia inteiro dentro de uma lan house, jogando a vida fora?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

III CAMPORI DE LÍDERES MN



DE O3 A 05 DE JUNHO 2011

E a Lei do Eco, Conhece?



Deus dará a vida eterna às pessoas que perseveram em fazer o bem e buscam a glória, a honra e a vida imortal. Romanos 2:7

O eco é muito interessante. Para existir, ele precisa de uma acústica apropriada. Não sei se você reparou, mas o eco só devolve aquilo que lhe damos: se você xingar receberá “xingão” como resposta, se elogiar receberá elogio de volta.

A vida é mais ou menos assim, a gente quase sempre recebe o que oferece. É a lei da ação e reação. Todas as vezes que fazemos o bem, a tendência natural é recebermos o bem como paga. O mesmo se dá com coisas ruins. Ofereça maldade e receberá o mesmo como retorno. É como um banco. Retiramos dali o que depositamos! É claro que a gente pode e deve pagar o mal com bem, e sempre é possível alguém agir assim conosco. Mas, via de regra, o mundo trabalha na lei da ação e reação.

Quais têm sido suas palavras, como têm sido suas ações? Conheço um rapaz que só faz o bem aos outros. O nome dele é Anderson, mas todos o conhecemos como “Andinho”. Nem sempre lhe retribuem a bondade, mas isso não faz com que ele mude. Ele continua bom o tempo todo e com todos. Acho que essa é a expectativa de Jesus para comigo e para com você!

É estranho, mas cada vez mais as pessoas fazem coisas erradas e dão risada disso. Cada vez mais as pessoas falam palavrões em todo lugar, na fila do ônibus, no trabalho, dentro de casa. Parece que não sabem mais se expressar sem colocar um palavrão na frase. São pessoas más e suas palavras confirmam isso.

Há um versículo da Bíblia que diz: “A boca fala do que o coração está cheio” (Lucas 6:45).

Encha seu coração com as palavras de Deus e você só vai falar coisas boas. Contemple a Cristo e suas ações serão belas e bondosas. Eu e você podemos fazer a diferença na vida das pessoas, podemos fazer deste mundo um lugar melhor para se viver. Mas é preciso fazer como o Andinho. Ele faz o bem sem olhar a quem!

Faça o bem, e o eco da vida lhe dará coisas boas como retorno. Mas, se às vezes isso não acontecer, não tem problema... Deus estará preparando algo melhor para você!


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Você Devolve o que Pega?

O Senhor faz o que é certo e ama a honestidade; as pessoas que são obedientes a Ele viverão na Sua presença. Salmo 11:7

Desde crianças, sabemos que devemos devolver o que pegamos emprestado. Se alguém lhe emprestou uma borracha, devolva. Se você pediu uma xícara de açúcar para o vizinho, devolva. Mas, e se você soubesse que alguém roubou um dinheiro e o devolveu, o que acharia? Nobre? Esse é o verdadeiro arrependimento?

Espantei-me com uma notícia que li. Um ladrão arrependido enviou pelo correio um envelope cheio de dinheiro para um banco de West Newton, no estado da Pensilvânia (EUA). O dinheiro havia sido roubado da agência e ainda não haviam encontrado o culpado.

O FBI (polícia federal norte-americana) suspeita que as cédulas foram enviadas pelo ladrão arrependido. No entanto, segundo o agente especial Jeff Killeen, o fato de o dinheiro ter sido devolvido não anula o crime cometido.

O FBI não revelou a quantia que o ladrão levou, mas declarou que, no envelope enviado pelo correio, havia cerca de 80% do montante roubado.

Quando li a notícia, fiquei feliz e com certa pena do ladrão. Ele devolveu o dinheiro e, mesmo assim, terá que pagar legalmente pelo que fez. Que situação ruim e complicada! A pessoa já se arrependeu, tentou restituir o que fez e ainda assim é culpada.

Em nossa vida, muitas vezes acontece algo bem parecido. Mesmo Deus nos perdoando dos nossos erros, mesmo conversando com as pessoas que magoamos e, mesmo elas nos perdoando, muitas vezes temos que colher as consequências de nossos atos. Às vezes, as consequências são leves, como um castigo, umas chineladas ou coisas assim. Outras vezes, porém, as consequências podem ser muito maiores e mais graves.

Não sei se o ladrão será descoberto. Imagino que ele se arrependeu do que fez, mas não teve coragem de assumir as consequências. Quantas vezes somos parecidos com esse ladrão... O que é pior: entregar-se ou viver como fugitivo? Acho que o caminho é confessarmos nossos pecados, abandoná-los, aceitarmos o resultado das coisas e viver com a consciência limpa diante de Deus e das pessoas que conhecemos. Nunca pegue nada daquilo que não é seu. Mas, se pegar, corra para devolver. Vale muito mais a pena!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

20 ANOS

DE 04 A 06 DE MAIO NA IGREJA DO BAIRRO NOVO, COMEMORAÇÃO DE 20 ANOS DO NOSSO CLUBE, SINTA-SE CONVIDADO...

PRESENÇAS CONFIRMADAS: PASTOR RAIMUNDO NONATO E PASTOR JAMES 

VENHA FAZER PARTE DESSA FESTA COM A GENTE!!!

E a Sogra?

Onde a senhora for, eu irei; e onde morar, eu também morarei. O seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus. Rute 1:16


Todo mundo gosta de uma piadinha de sogra; às vezes, até as sogras gostam! O engraçado é que, se tudo ocorrer dentro de uma normalidade, todas as mulheres um dia serão sogras. Assim, como podem falar mal de uma sogra?

As brincadeiras vão além. As placas de caminhão trazem muitas frases populares. Um dia desses, viajando, tive que rir sozinho. Minha esposa e meus filhos estavam dormindo e fiquei atrás de um caminhão, cujo letreiro dizia assim: “Sogra não é parente, é castigo!” Tive que ficar ali rindo sozinho. O interessante da história é que eu estava voltando da casa da sogra, onde havia passado uns dez dias. Ri sozinho.

Da minha sogra, eu não posso reclamar. Ela me deixa ficar na casa dela, lava minha roupa e faz a comida que eu peço. Esse mito de sogra chata é mais antigo que qualquer coisa. Mas acho que muitas vezes elas recebem essa marca injustamente.

Achei até interessante saber que a sogra tem um dia, você sabia? É hoje, 28 de abril. Por isso, pode comemorar: a sogra é toda sua! A sogra é tão querida que um dos doces mais populares do Brasil é o “olho de sogra”. Então, o que você está esperando? Vá dar os parabéns para a primeira sogra que encontrar. Provavelmente não será a sua, pois você é muito novo para ter sogra. Mas pode alegrar a vida de outras sogras!

Na Bíblia, há a história de uma sogra que era tão cristã e boa que a nora quis ficar com ela, mesmo depois que o marido morreu. Rute declarou para Noemi, sua sogra: “Onde a senhora for, eu irei; e onde morar, eu também morarei. O seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus” (Rute 1:16).

Aqui a gente percebe: se a sogra é querida e cristã, todo mundo gosta dela e a defende, mas se não... Deseje um bom dia da sogra para alguma que você conhece. Que tal levar uns docinhos para ela hoje?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Deseja Mais Alguma Coisa?

Quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana. Gálatas 5:16


É fácil ouvir essa pergunta. Basta ir comer em algum restaurante ou lanchonete que o garçom pergunta quase no fim de tudo: “Deseja mais alguma coisa?” Às vezes, minha vontade é dizer: “Claro, quero levar aquele freezer de sorvete para casa e não quero pagar nada!” Não digo porque imagino a resposta.

Mas, se na vida real pudéssemos realmente pedir e as coisas acontecessem, como seria? E quando duas pessoas pedissem coisas opostas ao mesmo tempo. Por exemplo: alguém pediria que não chovesse para participar de um lindo piquenique no dia seguinte e um fazendeiro pedisse chuva para sua plantação. Acho que o mundo seria uma grande confusão se tudo acontecesse do jeito que gostaríamos.

Não acho que seja errado você desejar, querer ou ter vontade. Aliás, isso faz parte de nós; Deus nos fez assim. Afinal, temos liberdade para preferir ou preterir algo. Mas, por favor, cuidado com o que você deseja, meu amigo. Há muitos desejos que são complicados e até errados. Desejar o mal para alguém é errado. Querer o mal para si é loucura. Pensar somente em seus interesses é egoísmo destruidor.

Na adolescência, a gente sonha mais e tem menos. Quando a gente cresce, sonha menos, mas consegue mais. Isso se dá pela maturidade, pelo conhecimento que temos da vida. Passamos a entender as coisas. Exemplificando: eu não posso desejar estar no Japão no próximo minuto. Isso é impossível. Eu vivo no Brasil e levaria pelo menos 24 horas para chegar lá. Não posso desejar estar lá em um minuto. Mas é comum você ver uma criança chorando por querer algo impossível, como todos os ovos da Páscoa do mundo só para ele.

Mas, falando sério, desejo – ou vontade – é algo extremamente importante. Devemos saber o que queremos e avaliar se o que desejamos é bom. A Bíblia fala de um rapaz que se afastou do seu pai, pegou dinheiro dele e desejou viver a seu modo. O resultado foi esse moço se alimentando com comida de porco. Se não fosse o pai, ficaria nessa condição. Mas, graças ao amor que seu pai tinha, ele foi resgatado!

Deseja mais alguma coisa? Espero que sim, mas sempre avaliando, refletindo, para não acabar no meio de porcos, comendo o alimento deles. Tenho certeza de que hoje você desejará boas coisas – coisas que o ajudem a ser melhor e mais feliz. Bons desejos para você!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Você é Cheio de Boas Intenções?


Desse modo, vocês poderão viver como o Senhor quer e fazer sempre o que agrada a Ele. Vocês vão fazer todo tipo de boas ações e também vão conhecer a Deus cada vez mais. Colossenses 1:10

Ter boas intenções é muito importante na vida. Sem boas intenções, o mundo seria muito pior do que já é, pode acreditar nisso. Por outro lado, só boas intenções não são suficientes para termos um mundo melhor. A intenção de fazer o bem não é o bem. A intenção de acertar não é acerto. Entrar em um campeonato com a intenção de ganhá-lo é o primeiro passo para a vitória, mas nunca será suficiente.

Percebi isso cedo em minha vida, quando minhas intenções eram malcompreendidas ou ainda insuficientes para resolver problemas. Entendi que não adianta aparentar ser bom; é necessário ser realmente bom. Certa vez, li uma frase que diz assim: “Existem homens bons em todos os lugares, só gostaria que eles falassem mais alto.”

Acho que é mais ou menos isso mesmo. Posicionamento, princípios, valores éticos, fé e ação. Tudo isso é importante e, eu diria, até fundamental em nossos dias. Houve um momento em minha adolescência em que percebi que colar, ou passar cola, é um grande erro. Mas confesso que, entre a intenção de parar e o parar propriamente dito, houve uns dois meses. Não adianta querer ser correto, tem que ser. E vou logo dizendo para você: não é nada fácil. Viver certo em um mundo errado não é tarefa fácil, mas sempre é possível.

Mesmo com boas intenções, é possível fazert coisas ruins. Por exemplo: querer que um amigo seja mais solto, mais alegre, mais extrovertido e, para isso, você o ridiculariza no meio de amigos. A intenção é boa, mas o jeito é totalmente errado.

Deus espera muito mais de você e de mim. Ele não quer que tenhamos apenas boas intenções em relação aos outros. Ele quer que façamos diferença na vida de Seus filhos. O mais interessante de tudo é que, todos os dias, temos dezenas de oportunidades de fazer a diferença na vida de muita gente. Espero que você não seja desses que carregam excelentes boas intenções por toda a vida, mas nunca fazem nada por alguém.

Amigo, voe baixo hoje, seja um gênio das ações certas. Aja, mude, busque, viva! Tenha as boas intenções; porém, muito mais que isso. Acho que você já entendeu: de boas intenções a lata do lixo está cheia! Boas ações para você ao lado de Jesus, o Mestre das boas ações!

domingo, 10 de abril de 2011

Você Sabe Repartir?


Escutem quando eu os corrijo. Eu darei bons conselhos e repartirei a minha sabedoria com vocês. Provérbios 1:23

Você já ouviu falar do comunismo? É um regime de governo que diz que tudo deve ser de todos – tudo deve ser comum a todos. O comunismo está quase em desuso, porque foi experimentado e não deu certo. Na teoria, ele é lindo, mas não funciona na prática.

Durante quarenta anos, o regime comunista governou uma cidade chamada Kunda, que fica na Estônia, no nordeste da Europa. Enquanto esse país era comunista, a vida das pessoas era muito difícil. Elas tinham poucos bens, e, nas escolas, as crianças tinham pouco material escolar.

Depois que o comunismo acabou em Kunda, os cristãos puderam ir para lá e ensinar sobre Jesus. Os missionários levaram presentes para as crianças de uma escola. Quando eles chegaram, foi muito difícil porque não sabiam falar estoniano, a língua que se fala no país. Então, quando os missionários iam contar sobre Jesus para as crianças, falavam por gestos, mostravam figuras e faziam teatros. Muitas vezes, eles chamavam o intérprete para poderem se entender.

Certa ocasião, em uma sala de aula, a professora missionária estava presenteando as crianças com lápis de cor. Mas, quando chegou ao último menino, faltou um lápis. A professora tentou explicar para ele que iria pegar outro lápis lá fora. Quando ela voltou, o menino mostrou a ela um lápis quebrado. Não entendendo o que havia acontecido, a professora chamou o intérprete para ajudar. As crianças haviam pensado que os lápis haviam acabado e que a professora havia ido embora. Então, um dos meninos quebrou seu lápis de cor e deu metade para seu coleguinha para que ele não ficasse sem lápis. Que belo exemplo para todos nós! Aquelas crianças, que haviam sofrido tantas necessidades e sabiam como era triste ter falta de tantas coisas, já estavam aprendendo do amor de Jesus e sabiam dividir.

A Bíblia nos ensina a repartir o que temos. E isso pode incluir muitas coisas. Podemos repartir cadernos, lápis ou roupas. Ou podemos repartir uma amizade, fazer alguma coisa quando sabemos que alguém precisa de ajuda, conversar com alguém que está triste, ser um missionário dentro da família ou no bairro. E, não se esqueça, se for preciso, divida seu lápis de cor. Bom–dia

terça-feira, 5 de abril de 2011

INTEIRAMENTE FIEL

Composição : Evaldo Vicente

Não vou mais pensar no que passou ou deu errado.
Aquilo que Deus começou irá crescer, pois tem o Seu cuidado.
Quem tanto me amou, merece de mim a entrega do meu melhor.
Sou inteiramente de Cristo Jesus.
Fui feito pra viver como filho do Rei.
Sou eternamente ligado a Jesus, pra sempre serei.
Inteiramente fiel eu quero ser.
Eu sei de um lugar que está além do que é comum.
A vida que exixte lá não vai ter fim, por causa de Jesus.
Quem tanto me amou merece de mim
A entrega do meu melhor
Sou inteiramente de Cristo Jesus.
Fui feito pra viver como filho do Rei.
Sou eternamente ligado a Jesus, pra sempre serei.
Inteiramente fiel, inteiramente fiel,
Inteiramente fiel eu quero ser

quinta-feira, 17 de março de 2011

Você é Você Mesmo?

 Pois Eu dei o exemplo para que vocês façam o que Eu fiz. João 13:15

Um pensamento que considero muito importante diz o seguinte: “Nenhum reconhecimento externo vai substituir a alegria de poder ser você mesmo.”

Conheço muita gente que gostaria de ser outra pessoa. Gente que não gosta de si mesma por razões variadas. Ou é por causa do cabelo, ou é por causa do nariz, ou por causa da cor da pele, ou porque é pobre ou por tudo. Assim, vivem querendo ser outra pessoa. Mas... para quê? O que essas pessoas querem é ser felizes.

Quando eu era pequeno, não gostava muito do meu nome. Achava ele meio curto demais: Ivan. Como não podia mudá-lo, fui me acostumando e já faz muito tempo que passei a admirá-lo. Acho que com outras coisas em nossa vida, isso também é possível. Às vezes, existem coisas em nós que não dá para mudar. Mas dá para mudar nossa forma de ver essas coisas. O nariz é o mesmo, o cabelo é o mesmo, o nome (Ivan) é o mesmo. Mas dá para mudar a forma de encarar as coisas.

Acho que o grande problema é quando temos partes feias, não no corpo, mas no caráter. Com isso sim, devemos nos preocupar. Isso sim deve ser nosso motivo de tristeza e luta por mudança. Acho que hoje é o dia do exame de consciência e caráter. Veja o que você precisa mudar. O que tem feito você ficar feio por dentro? Mude. Mas mude agora!

Quanto à parte exterior, fique tranquilo. Somos todos diferentes uns dos outros. Cada um tem sua beleza e seus talentos. Até mesmo as flores, sendo da mesma espécie, não são iguais umas às outras. Deus não cria cópias, e nós O honramos quando escolhemos ser como Ele nos fez. Seja o que você é, não seja escravo, mas livre, e nunca precisará fugir de nada. Nunca tenha receio de ser você mesmo e, na diferença, glorifique a Deus. Ou seja, mude o que de fato precisa mudar, e deixe suas igualdades e diferenças como o que o difere dos demais. Por fora seja você mesmo; por dentro seja como Jesus.

domingo, 13 de março de 2011

Vasilhas Vazias

Quando todas as vasilhas estavam cheias, ela disse a um dos filhos: “Traga-me mais uma.” Mas ele respondeu: “Já acabaram.” Então o azeite parou de correr. 2 Reis 4:6


Essa é uma bonita história de como Deus Se satisfaz preenchendo o vazio e suprindo nossas necessidades. É a história da mãe de dois filhos adolescentes que tinha perdido o esposo. Tudo o que ela possuía eram dívidas (problema de muitos hoje) e uma vasilha de azeite. Havia estourado o limite do cheque especial. O cartão de crédito que fora do esposo estava bloqueado e o credor tinha esgotado a paciência. Por isso, os filhos seriam vendidos para que a dívida fosse paga.

Ela se dirigiu ao homem de Deus, que depois de escutá-la disse: “Junte todas as vasilhas que você tem em casa. Todos os jogos de tupperware, vasilhas grandes e pequenas. Peça também às suas vizinhas vasilhas emprestadas. Muitas.”

No Oriente Médio, como os judeus não usavam gordura animal, o azeite de oliva era uma necessidade. Era usado não somente para preparar o alimento, mas também para acender lâmpadas, para ungir, curar, combater a ferrugem, em cosméticos, para tornar o couro mais flexível, etc. Tinha muito mais valor comercial do que tem hoje em dia. Com a venda daquele azeite, sem dúvida, a situação da mulher iria melhorar.

E ela foi. Começou pedindo às vizinhas vasilhas grandes e pequenas; redondas ou de qualquer outro formato; artesanalmente pintadas ou sem acabamento. Todas com uma característica em comum: vazias.

Estar vazio significa ter percepção de suas necessidades. Quem sabe você se sente desmotivado pelo trabalho que antes era atraente; porém, agora é entediante. Sente que alguma coisa está faltando em sua vida. Sente que seus recursos interiores estão esgotados, exauridos, zerados. Reconheçamos ou não, nossa grande necessidade é de Jesus. Sem a presença dEle, nossas redes estarão vazias, os pães e os peixes não se multiplicarão, a sede não desaparecerá e as talhas de vinho permanecerão vazias.

Que vazio você quer levar hoje para Jesus? A riqueza de Sua graça vai suprir todas as nossas necessidades. Você pode levar-Lhe suas vasilhas vazias, as redes sem peixes, as talhas sem vinho, e tornar este o dia da grande pesca, do cântaro transbordante e do azeite que não acaba. A promessa é: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as Suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (Fp 4:19).

sexta-feira, 11 de março de 2011

Por que Deus Criou Você?

Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso e você será uma bênção para os outros. Gênesis 12:2


Infelizmente, muitas pessoas preferem acreditar que a Terra surgiu de uma explosão e que a vida toda tem sua origem aí. Mas, quando vejo a natureza em sua quase infinita complexidade, fico pensando: que explosãozinha perfeita essa, hein? Se nem mesmo nós, seres humanos, somos capazes de criar uma flor, uma fonte cristalina, um pássaro ou mesmo a vida mais simples existente.

Amigo, demorou milhares de anos para podermos decifrar nosso código genético. Não conseguimos criar nem uma fruta do nada. Que diríamos de uma explosão que criou tudo isto? Impossível, desculpe-me, mas é impossível! Apenas vida inteligente e muito superior à nossa poderia fazer isso.

Qual arquiteto pensaria em projetar uma casa redonda, onde existissem aves que cantam, fosse muito colorida, girasse o tempo todo sem perder o equilíbrio e, ainda por cima, ficasse sustentada no nada? Quem mais seria capaz? Você sabe dizer? Deus fez tudo. Mas, de que serviria tudo isso, se ninguém pudesse morar em um lugar assim? Se ninguém fosse capaz de apreciar tais maravilhas? Deus queria que seres pensantes compartilhassem Sua alegria e desfrutassem tais encantos.

Agora, pare um pouquinho e olhe bem lá no fundo do seu coração. Você percebe o tamanho do seu valor? Deus não cria coisas inúteis. Quando você aprende o amor de Deus, começa a valorizar e gostar de si mesmo. Essa é uma prova de que Deus acredita em você. Claro! Foi Ele quem o fez! Procure olhar para você como Deus o vê. “Você é uma ideia de Deus.” Mas a questão central é: por que Deus criou você? Por que Deus me criou? Essa pergunta precisa ser respondida, se quisermos entender o sentido das coisas em nossa vida.

Um pastor escreveu certa vez: “Deus o criou porque você é uma solução para alguém.” Deus o criou porque você é necessário para alguém em algum lugar. Esse talvez seja o sentido da vida! Fazermos diferença na vida de outros filhos de Deus. Essa corrente do bem é maravilhosa. Nascemos para abençoar outros! Outros nascem para nos abençoar. Não tenho dúvidas de que minha esposa e eu somos uma bênção para nossos filhos e que eles são uma bênção para nós. O mesmo se dá com amigos, professores, comerciantes e aí por diante! Então, seja uma bênção agora mesmo e recrie, com Deus, o sorriso no rosto de alguém!

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Homem da Segunda Chance

Barnabé queria levar João, também chamado Marcos. Mas Paulo não achava prudente levá-lo, pois ele, abandonando-os na Panfília, não permanecera com eles no trabalho. Atos 15:37, 38


O episódio começa com uma resolução na mente de Paulo: “Vamos voltar e visitar as igrejas onde pregamos, para ver como estão.” Teve início uma discussão que não se tratava de um estudo de doutrinas, nem de um debate de opiniões. O motivo da contenda era Marcos, sobrinho de Barnabé, que numa viagem anterior abandonara Paulo no meio do itinerário.

Paulo argumentou: “Nossa missão é muito importante. Há questões vitais em jogo.” Como aparecem palavras bonitas para justificar o que se quer fazer. “Não há lugar para jovens que só querem turismo. Marcos é um desertor. Está desqualificado.” As palavras foram se tornando mais cortantes e ferinas, e Paulo concluiu: “Marcos não irá comigo!”

Ambos estavam convictos de que estavam discutindo pelo que era certo. O conflito foi inevitável.

Quem era Barnabé? Seu nome significa “encorajador” (At 4:36). Era um homem voltado para as pessoas, interessava-se por elas. Confiava nelas e percebia seu potencial. Tinha uma habilidade incomum de incentivar, de fazer os outros crescerem. Sabia dizer-lhes quando estavam indo bem e quando precisavam de um esforço maior. Não apenas era um bom líder, com nível elevado de inteligência emocional, mas um bom amigo. Era do time daqueles que creem ser sábio dar uma segunda chance a todos. Foi ele quem promoveu a aceitação de Saulo de Tarso na comunidade cristã.

Paulo, por sua vez, era pragmático, orientado ao trabalho. Era aquele que queria ver a tarefa cumprida. Estabelecia metas, lutava pela eficiência; não se preocupava com aquilo que fosse arriscado. Para ele, o fator humano vinha em segundo lugar e as pessoas gostarem ou não, era secundário. “Se é para atrapalhar, não joga no meu time. Quero resultados, não intenções.”

As pessoas devem estar no topo de nossas prioridades. Devemos servir-lhes de trampolim.

Quantos Marcos teremos em nossas mãos. Pessoas instáveis, imaturas, a quem lhes falta um empurrão para entrar no ritmo de uma vida útil.

Dizer “sim” para a graça de Deus significa conceder a outros uma segunda oportunidade. Deus mesmo é o campeão da segunda, terceira e da décima chance. Ele deu nova oportunidade para Davi, Pedro, Maria Madalena, e até para Paulo

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Crescimento em Cristo

Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a cabeça: Cristo. Efésios 4:15


Há uma febre e corrida geral pelos suplementos vitamínicos. Os atletas que querem obter melhor desempenho, ganhar ou perder peso, melhorar a velocidade e a resistência são os mais tentados a usá-los.

No crescimento espiritual, também somos desafiados a sair de onde estamos para um estágio melhor. O apóstolo Pedro, falando desse esforço, diz: “Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude, à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2Pe 1:5-7).

No início dessa epístola, ele apresenta uma escada de crescimento cristão, e no fim da carta diz: “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3:18). Sem ferir a seriedade do texto, poderíamos chamá-lo de “suplemento espiritual”. Por isso, o apóstolo recomenda que sejam acrescentados à fé, e apresenta sete suplementos.

O primeiro degrau no crescimento espiritual é a virtude, excelência moral. O segundo é o conhecimento, especialmente a educação espiritual. Segue-se o domínio próprio ou autocontrole, ou seja, a capacidade de conter e dominar nossos desejos. Depois do domínio próprio, vem a perseverança, ou seja, aprender a continuar com paciência. A piedade, o amor fraternal e o amor desinteressado são os últimos. Devemos crescer espiritualmente em cada um desses sete degraus.

Com essa escada, o apóstolo apresenta outros conceitos relacionados ao crescimento cristão. O primeiro é o poder de Deus. Ele diz: “Seu divino poder nos deu tudo de que necessitamos” (2Pe 1:3). Vou subir essa escada, vou crescer, não pelo meu próprio poder, mas pelo poder de Deus. “É Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle” (Fp 2:13).

O segundo conceito é o do empenho humano. Além do poder divino, também existe o esforço humano: “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês” (2Pe 1:10). Como disse Bradley Nassif: “A graça se opõe ao mérito, mas não ao esforço.” Deus vai fazer tudo para minha salvação, menos a minha parte. Agora que você foi salvo, pode ir a Deus e perguntar: “Senhor, o que devo fazer? Mostra-me a Tua vontade. Dá-me ideia do que devo ou não fazer para crescer na graça.”

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Quem Tem o Controle da sua Vida?

 

Tu, ó Senhor Deus, és tudo o que tenho. O meu futuro está nas Tuas mãos; Tu diriges a minha vida. Salmo 16:5


Lembro-me de uma propaganda de automóveis que dizia: “Na vida existem passageiros e motoristas. Precisa-se de motoristas.” O trocadilho é óbvio, mas acho que foi um bom comercial. Tem muita gente por aí que se deixa conduzir; pessoas que vivem ao sabor das circunstâncias e não tomam nas mãos as rédeas da vida. De fato, o mundo precisa mais de motoristas do que de passageiros.

Há uma música muito popular cuja letra diz assim: “Deixa a vida me levar, vida leva eu...” Triste verdade! Muita gente pensa assim. A vida vai acontecendo, os anos vão passando, e não percebem que já estão ficando idosos e nada de significativo fizeram para melhorar este mundo. A vida não pode levar a gente, nós é que precisamos levar a vida de maneira pensada e cristã!

Conheci a fantástica história de uma garota que, cansada de ser chamada de “menininha ignorante” na casa dos patrões de seus pais, foi trabalhar limpando banheiros em um terminal de ônibus. Todo tempo livre que possuía, lia os jornais que as pessoas jogavam fora.
Começou a entender que a única saída para ela seria o estudo. Passou fome, andou praticamente com a mesma roupa quase um ano, lavava o cabelo com sabão de lavar roupa, mas conseguiu estudar. Hoje, essa menina é professora universitária e, quando ela conta sua história, ainda arranca lágrimas dos olhos de todos que a escutam.

Histórias como essa nos motivam a prosseguir, nos inspiram a agarrar a vida com mais força. A vida não é fácil para ninguém. Para uns é mais dramática, para outros é mais primaveril. Mas todos temos nossas lutas. Hoje, eu não sei em que estado você se encontra, se em dor ou alegria, com depressão ou esperança. Seja qual for sua situação, tome o controle da sua vida! Você é motorista e não passageiro. Acredite nisso! Ao lado de Jesus, você pode ser o que quiser. Deus nos dá forças para isso! É hora de acreditar que é possível. Afinal de contas, quem tem o controle da sua vida? Seus amigos? Sua opinião é formada pelo que a maioria pensa? Ou você pensa por si mesmo, ouve conselhos, opiniões, e depois analisa tudo à luz da Bíblia? Você tem tudo para ser motorista. Mas, se preferir, pode sentar no último banco e ver a vida passar por você. Tenho certeza de que não é isso o que você quer. Então, mãos à obra e boa viagem, motorista

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Transmitindo o Perdão

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros. Efésios 4:32


Smuts van Royen, ex-professor da Andrews University, conta a história de um jovem paciente internado no Hospital de Loma Linda que solicitou a visita de um pastor. Assim que o pastor entrou no apartamento, o rapaz falou: “Desculpe, foi um equívoco da minha parte. Por favor, saia do meu apartamento. O senhor não pode me ajudar.” O pastor disse: “Recebi seu telefonema. Vim de longe para atendê-lo. Diga-me, em que posso ajudar?” “Pastor, fui longe demais. Cometi o pecado imperdoável. Tudo o que o senhor disser vai ser irrelevante. Muito obrigado por ter vindo. O senhor pode sair.”

O rapaz havia combatido na guerra do Vietnã e tinha perdido parte do braço. O pastor insistiu para que ele contasse sua história.

“Pastor, fui aluno de um dos nossos colégios, mas veio a época em que fiquei cansado de tudo. Larguei o colégio, a namorada e me afastei de Deus. Logo depois me inscrevi no serviço militar. Colocaram-me no treinamento básico e, para minha surpresa, descobri que tinha a capacidade natural de atirar com precisão.

“Quando terminou aquela fase de treinamento, fui indicado para o grupo dos ‘boinas verdes’. Enviaram-me para o Vietnã. No dia seguinte ao da minha chegada, me deram um fuzil com mira telescópica, levaram-me de helicóptero até um ponto estratégico. Ali subi numa árvore e fiquei à espera de que alguém aparecesse no caminho. Então, escutei uma voz que dizia: ‘Sam, o que é que você está fazendo aqui?’ Lembrei-me da Escola Sabatina das crianças, do coral. Nisso apareceu alguém. Apontei o fuzil e atirei. Voltei arrasado para o acampamento, mas o pessoal falou que dentro de alguns dias tudo seria natural. Matei muitos de maneira fria e calculista. Será que Deus vai me perdoar?”

O pastor leu Isaías 1:18: “Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve.”

Seis semanas se passaram sem que houvesse melhora em seu sentimento de culpa, até que um dia, ao entrar no quarto do rapaz, o pastor percebeu um brilho em seu rosto.

“O que aconteceu?”, perguntou o pastor. “O senhor não vai acreditar! Ontem, quando o senhor estava sentado perto de mim, olhei nos seus olhos e vi que o senhor tinha me perdoado. Aí eu disse: ‘Senhor, se o pastor como homem me perdoa pelo que fiz, Tu também vais ser tão bondoso como ele!’”

O que as pessoas que erraram estão vendo em nossos olhos? Compreensão, compaixão, alívio para as feridas?

Fonte - http://www.cpb.com.br

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tem Sol lá Fora?

Mas para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o Sol da Justiça, trazendo salvação nas Suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. Malaquias 4:2, ARA


Curitibanos como eu têm um amor muito grande pelo sol, porque ele aparece bem pouco. Nossa cidade é gelada, úmida e cinza. Embora tenhamos muito orgulho da capital paranaense, temos que reconhecer que ela não é perfeita. Uma das coisas que eu mudaria em minha cidade, se pudesse, seria colocar mais dias de sol nela. Ter sol durante o dia dá mais alegria e ânimo, mais vontade de fazer as coisas!

Depois de trabalhar cinco anos como pastor em Curitiba, fui transferido para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ali, faz sol quase todos os dias do ano. É uma diferença incrível. Você nem é capaz de imaginar como nosso humor pode ser influenciado pelo clima da cidade em que vivemos. Quanto mais sol, mais disposição, mais energia, mais sorrisos e mais gente bronzeada, é claro. Foi muito bom. E, embora eu tenha um amor muito grande pela minha terra natal, confesso que me apaixonei por Campo Grande.

Tenho a clara impressão de que, quando Jesus falou que é o Sol da Justiça estava dizendo que deseja nos deixar mais aquecidos, iluminados e sorridentes também. Assim como é bom um dia de sol para jogar vôlei, andar de bicicleta e brincar no parque, aceitar Jesus como nosso “sol” é maravilhoso. Lembro-me de uma senhora que, embora muito religiosa, nunca havia conhecido Jesus de fato. No dia em que começou a examinar com mais cuidado a Bíblia, ficou encantada e surpresa. Jesus nos dá um colorido especial à vida, realça os sabores e os aromas do nosso dia a dia. Ele consegue iluminar até as partes mais escuras da nossa vida!

Muita gente por aí tem uma vida gelada, úmida e cinza. Gente que prefere a escuridão, que não percebe que está jogando a vida fora. Não são felizes, apenas parecem sê-lo. Vivem a mentira de uma luz que não ilumina, não aquece e não faz nada florescer. É claro, todos nós temos dias difíceis, todos passamos por problemas e dificuldades. Mas, se temos Jesus, o “sol” logo aparece, as trevas são dissipadas, nosso coração é aquecido e o frio vai embora.

E então? Tem sol lá fora? Claro que tem! Acima das nuvens e dentro do nosso coração sempre tem o “sol” brilhando; basta saber enxergar!

Fonte: http://www.cpb.com.br - Inspiração Juvenil 14/02/2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Deus é Fiel

Todavia, como Deus é fiel, nossa mensagem a vocês não é “sim” e “não”, [...] nEle sempre houve “sim”. 2 Coríntios 1:18, 19


Entre as várias características mais marcantes desta geração, uma é mencionada repetidamente pelos sociólogos: a de se tratar de uma geração que não se compromete. Há uma fuga de lealdade e compromisso. Homens e mulheres se encontram por uma noite e nada mais. Outros chegam a viver juntos e até dividir as despesas, mas sem compromisso. Esposos e esposas trocam parceiros. Patrões se desfazem de empregados. Atletas e jogadores mudam de time. Para não falar em fidelidade dentro da classe política, onde se diz que “a coisa mais permanente é a mudança”.

A fidelidade é importante em qualquer relacionamento. Uma pesquisa feita entre namorados e noivos indica que é a qualidade indispensável no relacionamento.

No momento em que noivo e noiva estão no altar, a aliança é símbolo de uma promessa permanente. Ao surgirem problemas, em lugar de pensar em sair do relacionamento, devem dizer: “Por que não lutamos para que o relacionamento que era bom volte a ser bom novamente? Podemos acreditar que um erro ou fracasso no começo não significa que tudo vai continuar dando errado.”

A fidelidade de Deus num mundo de incertezas, com muitas placas indicativas e nenhuma direção, é um dos Seus atributos que enche de tranquilidade o coração de Seus filhos. Quando aqueles com quem você contava de verdade “caíram fora” no momento em que mais precisava de apoio e companhia; quando no meio da noite você acorda e se sente muito só, a figura de um Deus fiel é reconfortante e alentadora.

Deus é fiel em Suas promessas: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28:20). Deus é fiel em Sua esfera da graça: “Minha graça é suficiente para você” (2Co 12:9).

“Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hb 10:23). “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hb 13:8). “As Suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a Sua fidelidade!” (Lm 3:22, 23). Como na canção “Ele é Fiel”:

“Em momentos de dor e através das lágrimas / Há um Deus que é fiel a mim. / Quando a força se vai e canção já não há, / Seu amor é fiel a mim. / Suas promessas está a cumprir, / O que era impossível meu Deus fez por mim...” (Letra e música de Carol Cymbala, versão Ereli Prates).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Valor do Tempo

Usem o tempo da melhor maneira possível a despeito de todas as dificuldades destes dias. Efésios 5:16, Phillips


A queixa de todos é de que o tempo está passando muito rapidamente. Do começo ao fim do dia, excesso de compromissos e agenda cheia nos levam a crer que o ponteiro de minutos está correndo mais depressa do que há dez anos.

Michel Quoist, em seu poema “Tenho Tempo, Senhor”, diz: “Saí, Senhor. / Lá fora os homens saíram, iam, vinham, andavam, corriam; / As bicicletas corriam, os automóveis corriam, os caminhões corriam; / A rua corria, todo mundo corria. / Corriam, todos, para não perder tempo: / Corriam ao encalço do tempo, para recuperar tempo, para ganhar tempo.”

O Novo Testamento usa duas palavras gregas diferentes para designar a palavra “tempo”. Uma delas é chronos, e tem que ver com tempo governado pelo relógio: levantar, trabalhar, descansar. É o tempo linear, sequencial. Todos os segundos são importantes. Kairos, por outro lado, é medido pelos eventos ou momentos especiais. Quando alguém pergunta: “Você aproveitou bem o tempo?” Você não sabe quanto tempo foi, mas sabe que foi proveitoso para você. Esse é o tempo kairos.

Chronos é a agenda do dia, o cronograma de trabalho. Kairos é o ritmo de plantar, colher, da energia e da fadiga à medida que nos aproximamos da maturidade. É o tempo de qualidade que tem de ser aproveitado e vivenciado. A diferença entre chronos e kairos pode ser ilustrada enquanto estou escrevendo este devocional. Chronos me diz que tenho de entregar os textos em uma data determinada e que devo disciplinar meu tempo. Kairos me diz que não devo me esquecer da caminhada com minha esposa.

A. W. Tozer escreveu: “O tempo é um recurso não reciclável e intransferível. Não podemos guardá-lo ou diminuir sua marcha, retê-lo, dividi-lo ou desistir dele. Não podemos armazená-lo nem economizá-lo para um dia de chuva. Quando ele se perde é irrecuperável. Quando você mata o tempo, lembre-se de que não há ressurreição.”

Precisamos desenvolver novas atitudes e novos princípios na utilização do nosso tempo. Não é perguntar: “Estou fazendo a coisa certa?”, mas sim: “Estou fazendo as coisas da maneira certa?” Que atividades podem ser alteradas ou eliminadas a fim de se ganhar mais tempo para estar com Deus? Que coisas estão me levando a desperdiçar o tempo? TV, internet, indecisão, desorganização, divagação da mente?

O conselho de Paulo é: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade” (Ef 5:15, 16).

fonte: http://www.cpb.com.br/ - 10/02/2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Trabalho em Equipe

Rogo também por aqueles que crerão em Mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um. João 17:20, 21


O Clube de Desbravadores é uma escola permanente para líderes e liderados. Nós ensinamos e eles também nos ensinam.

Há anos, falávamos dos camporis como encontro, reencontro, confraternização, mas pairava no ar um clima de competição: padrão A, B, C, etc. O tempo foi nos ensinando a chegar cada vez mais perto do objetivo de obter maior participação e cooperação, e menos competição.

Os desbravadores também nos ensinam na hora em que estão desenvolvendo as especialidades, como Artes Manuais. A imaginação e a criatividade deles voam bem mais alto que a nossa. Mas é em ocasiões comuns, sem nada especial pela frente, que um impulso ou gesto deixa transparecer a beleza que têm dentro de si.

Certo clube tinha determinado que cada mês sempre haveria um passeio, uma excursão, noite especial ou caminhada. Certa ocasião, fizeram uma caminhada simples, em local um pouco afastado da cidade. Passavam por um trecho de uma estrada de ferro abandonada (e você que já foi juvenil sabe que uma das tentações nessas situações é tentar equilibrar-se sobre os trilhos e andar o maior tempo possível sem cair). E lá iam, um por um. Subiam nos trilhos... Se equilibravam... Desequilibravam... Caíam. Voltavam a subir. Dois desbravadores observaram a cena e concluíram que poderiam andar mais tempo sem cair. Você imagina o que eles fizeram? Simples. Um se colocou do lado esquerdo e o outro, do lado direito. Estenderam o braço um para o outro e fizeram o trajeto sem cair.

Salomão não falava de andar nos trilhos do trem, mas de esforço conjunto. “É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se” (Ec 4:9, 10).

Num pequeno livro de Michael Jordan, intitulado Nunca Deixe de Tentar (Editora Sextante), ele diz: “Prefiro contar com cinco jogadores menos talentosos, porém mais dispostos a fazer as coisas juntos, do que com cinco que se consideram astros e não se mostram dispostos a se sacrificar em prol do conjunto” (p. 56).

Nosso trabalho de nos tornarmos completos não é possível sem a ajuda dos outros. Em João 17, Jesus diz: “Que eles sejam um, assim como Nós somos um” (v. 22).

Se o objetivo é melhorar o desempenho, o melhor é a cooperação, e não a competição.

Gideão, o Herói Relutante

Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã. Não sou Eu quem o está enviando? Juízes 6:14


Gideão foi interrompido por Deus quando cumpria fielmente suas tarefas, malhando trigo no tanque de prensar uvas que pertencia à sua família. Descobriu que o Senhor queria usá-lo para comandar a conquista dos midianitas. Surpreendeu-se com o chamado de Deus. Sua reação ao convite divino foi imediata: “Sou eu mesmo quem o Senhor está procurando? Será que não está enganado?” E continuou: “Meu clã é o menos importante da tribo e eu sou o menor de minha família.”

Gideão não estava seguro de si mesmo. Reagiu igualzinho a nós quando somos confrontados com um convite de Deus. Começamos a fazer perguntas com a intenção de escapar do compromisso. Elas se tornam uma quase desculpa para, em seguida, dizermos “não posso”, “não quero”. “Não vou, porque sou jovem”, “sou pobre”, “estou cansado”, “estou ocupado”, “tenho medo”, “não sei como fazer”, “não é meu ponto forte”.

Outras pessoas da Bíblia também tiveram reações semelhantes: Abraão: “Eu, pai de uma grande nação?” Moisés: “Como é que eu vou à presença de Faraó se não sei falar?” Maria: “Como vou ser mãe, se sou virgem?” O que faz desses homens e mulheres heróis? Sua habilidade natural, perícia, treino?

Gideão nunca tinha sonhado em ser líder militar, mas Deus tinha um plano para ele e sempre o lembrava: “A batalha é Minha. Você não precisa temer.” Depois de aceitar o convite, Gideão se surpreendeu com sua capacidade de convocação: conseguiu arregimentar em pouco tempo 32 mil soldados. Porém, Deus disse: “Gideão, você tem gente demais. Diga aos que estão com medo que podem voltar para casa.” Na triagem, 22 mil resolveram que não tinham coragem suficiente. Permaneceram 10 mil.

Deus Se aproximou novamente e disse: “Lembre-se: a batalha é Minha. Tem ainda muita gente.” Depois de um pequeno teste, finalmente ficou a tropa de elite: 300 homens. Deus deixou bem claro que seria na Sua força que eles lutariam. Com armas não convencionais e com a voz amplificada por Deus, alcançaram grande vitória.

Para que Deus o está chamando hoje? Quem sabe seja para sair de sua zona de conforto, ou para fazer alguma coisa além da sua índole natural... Onde você estiver, no seu tanque de uvas, na escola, no trabalho, Deus diz: “Eu sou maior do que seu medo. A batalha é Minha. Eu sou maior do que seus problemas.”

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Sabor da Fofoca

Boatos e “fofocas” são o prato preferido de muita gente. Certas pessoas sempre querem um pouco mais, estão sempre com fome. Provérbios 26:22, A Bíblia Viva

Você já deve ter escutado a história do pastor que tinha em sua igreja duas irmãs fofoqueiras. Um dia, elas viram o carro dele estacionado na frente de um bar, e começaram a espalhar pela igreja que o pastor tinha problemas com bebida.

Sem que o pastor soubesse, a história se espalhou. Ao descobrir quem estava por trás do boato, o ministro deixou seu carro estacionado durante a noite em frente a casa daquelas irmãs.

Apesar de não concordarmos com a maneira original de o pastor lidar com o problema, sabemos dos males que a fofoca pode causar. Basta somar a uma situação inusitada, uma pessoa conhecida e importante, e pronto: temos elementos suficientes para a fofoca.

Na fofoca, procuramos desacreditar alguém ausente. Espalhamos notícias que fazem com que as pessoas pareçam más. Pode até ser verdade o que estamos dizendo, mas se estamos fazendo isso com a intenção de causar dano e diminuir outra pessoa, estamos incorrendo em erro, fazendo fofoca.

Às vezes, começamos dizendo: “É apenas uma preocupação, mas o que é que você acha de...?” Ou em tom de segredo: “Você soube? Não é mentira. Eu vi. Eu ouvi. Eu estava lá. É verdade mesmo!” E daí recitamos uma suculenta fofoca que vai render durante muito tempo, motivada por inveja, vingança, ou pelo desejo de nos fazer mais importantes do que a outra pessoa.

A fofoca pode ser altamente destrutiva no ambiente de trabalho. A pessoa alvo da fofoca passa a ser vista como indigna de confiança e fica fora da lista de promoções ou de serviços especiais. Cria-se, assim, um ambiente difícil, gerado pela fofoca. E quando a pessoa está decidida a fofocar mesmo, aumenta sua rede de contatos por meio do telefone e do e-mail.

O tecido das relações humanas deve ser entremeado de lealdade, transparência e franqueza. Se você notar que a conversa está rumando para a fofoca, mude de direção. Com tato, procure fazer com que a conversa volte ao nível da troca de informações e de ideias. Se você acha que durante o dia ultrapassou o limite, confesse a Deus sua falta por ter escutado e dado atenção à fofoca.

“Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139:23, 24, NTLH).

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um Lugar no Coração

Respondeu Jesus: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” Mateus 22:37

Eventualmente, você vê notícias de que algum fabricante de automóveis, brinquedos ou remédios está fazendo um recall, isto é, chamando de volta o consumidor, ou recolhendo o produto que está com defeito. A solicitação é para que todo um lote de produtos, especialmente com problemas de segurança, seja trazido de volta ao fabricante.

Alguém imaginou o seguinte recall feito por Deus: “O Criador de todos os seres humanos está chamando de volta todas as unidades manufaturadas, independentemente de seu ano de fabricação, devido a um sério defeito em seu componente central, o coração. Isso se deve ao mau funcionamento das unidades básicas, Adão e Eva, resultando na reprodução do mesmo defeito nos produtos subsequentes.”

É verdade! Precisamos ser levados de volta a Deus a fim de que Ele conserte, mude e renove nosso coração. O sábio já dizia: “Acima de tudo, guarde o seu coração pois dele depende toda a sua vida” (Pv 4:23).

Esse conceito de “coração” é usado centenas de vezes na Bíblia. Na maioria das vezes, não está se referindo ao órgão que bombeia o sangue em nossas veias, mas à nossa mente, nossa vontade, nossas emoções e nossa personalidade. A Bíblia fala do coração como o centro das nossas afeições, da origem dos nossos desejos e da nossa imaginação. É ali que fazemos nossas escolhas. Onde dizemos “sim” e “não”; “quero muito” ou “não me interessa”; concordamos ou discordamos. “Guardei no coração a Tua palavra para não pecar contra Ti” (Sl 119:11). “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” (Ez 36:26). “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração” (Lc 10:27).

Para mudar o coração para melhor, não é necessária apenas uma cirurgia de ponte safena. Temos que fazer um transplante de coração, se quisermos que uma mudança real tome lugar em nossa vida.

Nossas palavras podem ser: “Senhor, toma meu coração, pois não o posso dar. É Tua propriedade. Conserva-o puro; pois não posso conservá-lo para Ti. Salva-me a despeito de mim mesmo, tão fraco e dessemelhante de Cristo. Molda-me, forma-me e eleva-me a uma atmosfera pura e santa, onde a rica corrente de Teu amor possa fluir por minha alma” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 159).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Amigos Quebra-tetos

Vieram alguns homens trazendo um paralítico numa maca e tentaram fazê-lo entrar na casa, para colocá-lo diante de Jesus. Lucas 5:18


Ele pensava: “Quando eu tiver um corpo sadio, vou andar, correr e trabalhar. Quem sabe, vou me casar e brincar com meus filhos.” No entanto, até ali sua contribuição para a sociedade tinha sido zero. O que ele tinha era apenas uma maca de 2x1 e alguns amigos que lhe contavam as histórias que corriam sobre Jesus. A ideia deles era: “Nosso amigo tem que conhecer Jesus. Ele precisa de um milagre e mudança de vida. Temos que levar os dois a se encontrar.”

John Ortberg, no livro Somos Todos Normais?, chama esse grupo de quatro amigos de “Fraternidade da Maca”. Se não fosse esse grupo, o paralítico teria continuado no chão, sem poder demonstrar todo o seu potencial.

Às vezes, temos que dar um empurrão ou levar nossos amigos quase à força para fazer aquilo que é para o bem deles. A ideia desse grupo de amigos, então, era simplesmente levá-lo até Jesus.

Naquele dia, Jesus estava ensinando na casa de Pedro (cf. Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 267). A sala da casa estava cheia. Havia gente de pé, na janela e ao redor da casa. O que fazer com o homem que estava sendo levado na maca?

Os quatro amigos não eram o tipo de gente que desanima facilmente diante de um obstáculo. Não disseram: “Ihh... Tem muita gente. Não vai dar. Não vamos conseguir. Vamos tentar outra hora.” Nem disseram: “Vamos deixar o pessoal ir embora e depois com calma a gente faz tudo.” Você sabe como é. Alguns inventam desculpas para não participar, mas eles tomaram iniciativa de fazer o que fizeram naquele momento. Deixaram de lado a formalidade de entrar pela porta da frente, se esqueceram de que Jesus era o Rabi e quebraram o teto. Formaram o “grupo dos quebra-tetos” e desceram o amigo até a presença de Jesus.

Como seria bom se houvesse em colégios, comunidades e igrejas grupos de pessoas que se unissem para ajudar a quem precisa! Ajudar um estudante a pagar os estudos; ajudar um desempregado a conseguir emprego; doar uma cadeira de rodas para alguém; realizar melhorias num departamento da igreja ou o que quer que se configure como uma necessidade.

Não importa como os chamemos: “quebra-tetos”, “demolidores de telhados” ou “fraternidade da maca”, o mais importante e gostoso mesmo é reunir amigos e fazer alguma coisa.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quem Somos nós Para Julgar?

Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados. Lucas 6:37

Muitos conhecem a história daquele homem que, num dia chuvoso, saía para seu trabalho e descobriu que todos os guarda-chuvas que estavam em casa precisavam de conserto. Através dos anos, os filhos tinham crescido, deixando um número de guarda-chuvas que a família ainda possuía. Na primeira busca, encontrou quase uma dúzia. Sem muita vontade, tomou alguns deles para levar para consertar.

No fim do dia, passou numa lanchonete antes de voltar para casa e, ao sair, pegou por engano um guarda-chuva que não era o dele. Antes que ele chegasse à porta, o dono do guarda-chuva o alcançou e pediu-o de volta. O homem ficou embaraçado e pediu desculpas.
Saiu dali, foi à loja de consertos, pegou os guarda-chuvas consertados e tomou um ônibus. Duas paradas à frente, entrou um senhor que logo disse: “Bem, vejo que você foi bem-sucedido hoje.” Era o homem cujo guarda-chuva tinha sido pego por engano no restaurante. Nenhuma explicação por parte daquele que consertara os guarda-chuvas convenceria seu acusador de que ele era qualquer coisa menos um ladrão de guarda-chuvas.

Essa é mais uma demonstração de como atribuímos motivos e saltamos rapidamente para conclusões que não estavam na ação nem na intenção da pessoa.

No sermão do monte, Jesus fez uma afirmação corajosa e um mandado difícil: “Não julguem, e vocês não serão julgados.”

Podemos usar a palavra “julgar” de duas maneiras: pode ser o ato de discernir ou diferenciar entre duas coisas. Falamos sobre julgar entre o bem e o mal, o certo e o errado. Mas não é a isso que Jesus está Se referindo.

Os judeus, por exemplo, se viam melhores e mais aceitáveis a Deus do que os gentios – especialmente os fariseus, envoltos em seu manto de justiça própria.

Posso considerar uma pessoa e/ou grupo como errados, mas se essa percepção me levar a desvalorizar a pessoa e/ou o grupo, também estou errado.

“Não se ponham como norma. Não façam de suas opiniões, seus pontos de vista quanto ao dever, suas interpretações da Escritura, um critério para outros, condenando-os em seu coração se não atingem seu ideal” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 124).

Como nenhum de nós está isento de argueiro ou trave no olho, é melhor não falar, não julgar e, antes, dar uma olhadinha em nós mesmos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Casamento do Século

E o anjo me disse: “Escreva: Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro!” Apocalipse 19:9


Entre os casamentos famosos que esbanjaram gastança estão o de Liza Minelli e o de Paul McCartney, com despesas de mais de três milhões de dólares, e o do príncipe herdeiro do Brunei, que custou cinco milhões de dólares. Mas o que esbanjou dinheiro mesmo foi o casamento duplo de dois filhos de um dos maiores empresários da Índia, no ano 2004, e que não foi superado até hoje. Estavam presentes dez mil convidados e a música foi apresentada pela Orquestra Sinfônica do Reino Unido. Custou 128 milhões de dólares.

Todos gostam de assistir a casamentos. Eles são sempre marcados pela expectativa e pela antecipação. Os acordes da marcha nupcial começam a tocar. A porta da igreja se abre. Os convidados se colocam de pé e olham para trás. Então, no fundo da igreja, aparece ela, vestida de branco. A noiva é o centro da festa e irradia a maior das alegrias naquele dia.

Esta é uma das razões pelas quais as pessoas gostam do livro de Apocalipse: ele aponta para a vitória final, a vitória de Cristo sobre o pecado. A consumação de todas as esperanças está nesse banquete de casamento em que Cristo estará recepcionando Sua igreja. Por isso, essa é a festa que os santos de todos os tempos estão esperando.

Qualquer festa que você imaginar, seja a entrega do Oscar, do Grammy, a coroação de uma rainha ou o casamento de uma celebridade, todas parecerão festinhas de fundo de quintal diante da maior festa nupcial de todos os tempos. É o casamento que está prestes a se realizar e será realizado no Céu, quando Noivo e noiva se unirem para sempre.

Para a pergunta: “Tudo pronto para o casamento?”, podemos ter três respostas: primeiro, dos convidados, que dizem: “Estou me programando”. Da noiva, que vai falar de uma lista de coisas que ainda precisam ser feitas. E do noivo, que vai dizer: “Estou pronto faz uma semana.”

As vestes para esse banquete não precisarão estar com ouro engastado, nem revestidas com pó de diamante. “Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão [...] com vestes brancas” (Ap 7:9). “Regozija-se a minha alma em meu Deus! Pois Ele me vestiu com as vestes da salvação e sobre mim pôs o manto da justiça” (Is 61:10).

Você está pronto para ser um dos convidados dessa festa?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eu Tenho que Ir, Mesmo?

Aproximando-se o tempo em que seria elevado aos Céus, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém. Lucas 9:51, NVI.


Não tem jeito! Chega um dia que é inevitável. Pode ser de manhã, à tarde ou à noite, isso pouco importa. Seus pais entraram em seu quarto para uma conversa diferente... O jeito que o olharam e o modo como se sentaram denunciavam que algo estava errado ou, no mínimo, complicado. E então, soltaram uma bomba, dessas atômicas que a gente vê em filmes. Você se sentiu impotente ao ataque e ficou paralisado. Você imaginava que uma coisa dessas acontecia só na casa dos outros, mas não na sua. Não sei a idade que você tinha. Alguns começam mais cedo que outros. Mas o fato é que um dia lhe falaram que você deveria ir para a escola.

Não sei qual foi sua reação. Se você gritou Nãããooooo! Ou se aceitou sem reservas. Mas a história mostra que chega um dia em que os filhos, com cara de dó, fazem esta pergunta: “Pai, eu tenho que ir, mesmo?” Os complementos da pergunta podem ser os mais variados possíveis: “É que está muito frio”, ou “estou com dor de cabeça”, ou “pode ser que eu quebre o pé na escola”. Mas não tem jeito, o fato é um só. Você tem que ir. Mesmo!

Preste atenção no que vou lhe dizer agora: você precisa ir à escola todos os dias letivos do ano. E não apenas para estar presente fisicamente, mas todas as suas energias e concentração devem estar ali também. A educação é a base para a realização de quase todas as coisas da vida humana. Nem sempre ir a escola é tão fascinante quanto deveria, mas sempre é fundamental para formar um conhecimento relevante.

Observe: às vezes, os lugares em que menos gostamos de estar ou ir são os mais relevantes. Jonas não queria ir a Nínive como Deus havia ordenado. José não queria ir para a prisão, Daniel não queria ir para a cova dos leões e Jesus não queria ir para o Calvário. Mas, em todos esses casos, eles foram e essa decisão mudou a vida deles e a nossa! Um dia, Jesus, em outras palavras, lá no Getsêmani perguntou a Seu Pai: ”Eu tenho que ir, mesmo?” A resposta foi dada, e eu e você estamos salvos porque Jesus foi para o Calvário

Como Ganhar Perdendo

Disse o homem: “Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e homens e venceu.” Gênesis 32:28

Em suas biografias, a Bíblia não trata de esconder quem verdadeiramente eram as pessoas cujas vidas ela relata. Há, por exemplo, mais capítulos em Gênesis dedicados a Jacó e sua família do que a qualquer outro patriarca. É o único que vemos em ação como criança, jovem, marido e pai. Pela graça, tornou-se pai das doze tribos de Israel e ancestral de Jesus.

O rabino e escritor Harold Kushner, em seu livro Que Tipo de Pessoa Você Quer Ser, menciona que escutou certa vez um psicólogo estabelecer um contraste entre dois tipos de moralidade. “Existe a moralidade da esperteza e da sagacidade, em que ter sucesso significa levar a melhor numa interação com outra pessoa por meio de um negócio feito com astúcia ou de uma resposta esperta. Nesse tipo de moralidade, o pior pecado é deixar alguém tirar vantagem de nós, e a pior punição é a vergonha quando outras pessoas nos desprezam por terem levado a melhor. Há também a moralidade da integridade, em que o bem maior é a consideração pelos outros e a pior punição é a culpa quando nos desprezamos pelo que fizemos.”

“Esperteza” é a palavra que se enquadra bem na personalidade de Jacó. Quando as coisas não andavam como ele queria, encontrava um jeito de manipular as circunstâncias para não sair perdendo.

Por meio da esperteza, aproveitou-se do irmão. Durante muito tempo ele teve que conviver com a realidade de ter enganado o irmão, tirando-lhe a primogenitura e todos os privilégios que ela trazia. Para complicar, enganou o pai e dividiu a família. Mas Jacó era do tipo que nem perdia sono por isso. Chegava a dormir até mesmo com um travesseiro de pedra e a ter bonitos sonhos.

Por mais esperteza que quisesse demonstrar, tinha dentro de si o conflito de conseguir a qualquer custo o que quisesse, mas ao mesmo tempo se sentia insatisfeito pelo que havia feito. Esse conflito se aprofundou até que chegou ao auge, no momento da luta com o anjo. Da última vez, quem lhe perguntara o nome fora o pai. Sua resposta foi: “Esaú”. Agora, porém, admitia quem realmente era. Quando o anjo lhe perguntou qual era seu nome, estava em verdade perguntando: “Que tipo de pessoa você é? Você está vivendo de acordo com seus valores?”

Deus tomou a iniciativa de ir ao encontro de Jacó. Ao lutar com Deus, o egoísmo e a autossuficiência deram lugar à nova natureza. E Jacó ganhou um novo nome e um novo coração

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vivendo com o Senso de Admiração

Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: “Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando?” Atos 2:7


Perplexos, atônitos, maravilhados, surpresos, não imaginavam como aquilo poderia ter acontecido. Essa foi a primeira avaliação do que havia ocorrido no dia de Pentecostes. E não era a opinião de apenas algumas pessoas, mas de toda uma multidão: “Você viu o que aconteceu? Nunca vimos algo assim! Fantástico! Eu não sabia que eles falavam outra língua. Que legal!”

E diante do que aconteceu, houve duas reações diferentes: a primeira foi a do grupo dos que surfavam na onda do assombro: “Puxa! Escutamos em nossa própria língua a mensagem de hoje! Veja como as pessoas estão mudando!” Era o grupo do “Oh! Que legal!”

O outro grupo era o daqueles que ficam à beira da praia, o grupo do “ti-ti-ti”. Diziam: “Está fora dos padrões. É novo. É perigoso! Não é legítimo porque não tem a minha digital. Não estudamos esse assunto em comissão. Isso é atribuição do meu departamento, e eu nem sabia de nada.”

Eles não podiam suportar o fato de que alguma coisa nova e boa estivesse fora do seu controle. Certamente Deus não iria fazer nada que eles não soubessem. E acrescentaram: “Gente, está tudo explicado. É óbvio, eles estavam bêbados!”

Estamos no grupo dos que se admiram, que gostam das surpresas, ou no grupo que tem explicações para tudo?

Logo depois do Pentecostes, o cristianismo virou o mundo de cabeça para baixo. Era considerado perigoso e subversivo. Como o cristianismo é descrito agora? Em termos de conformidade. Significa ter boa reputação e não “sair dos trilhos”. A igreja hoje é descrita como uma cidade de refúgio, lugar aconchegante e de carinho. Isso também é verdade, mas não nos esqueçamos de que o reino de Deus é uma influência transformadora.

Mike Yaconelli dizia: “A igreja deve estar cheia de cristãos que fazem perguntas em lugar de procurar respostas; que procuram mistério antes de soluções; e que procurem assombro antes de explicações.”

Será que não podemos manter em nossa vida uma porta aberta para a maravilha que são especialmente as pessoas com as quais convivemos e trabalhamos? Devemos somar, demonstrar a cada uma delas nosso senso de admiração, e não limitar em nossa mente as expectativas daquilo que elas devem ser.

Jesus nos desafia a abrir espaço em nossa vida para esse senso de admiração e fascínio ao percebermos a atuação da graça de Deus na vida das pessoas.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Síndrome do Irmão do Pródigo

Nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado. Lucas 15:32


O post-scriptum (P.S.) que às vezes colocamos no fim de uma mensagem indica que estamos colocando alguma informação adicional. Tem efeito ampliador. A parábola do filho pródigo poderia ter terminado com a festa. Mas Jesus deixou para o grupo que O escutava um post-scriptum sobre o irmão mais velho do pródigo.

Afinal, não sejamos tão duros com o filho mais velho. Ele sempre chegava em casa no horário e nunca trouxe problemas para o bom nome da família. Mas um dia, vindo do campo (parece que era viciado em trabalho), ouviu música e sons de festa. Quis saber o que estava acontecendo. Um dos empregados lhe contou: “Seu irmão voltou, seu pai está dando uma festa e matou aquele novilho gordo.”

“Não acredito! Logo o novilho que eu tinha reservado para um almoço com minha equipe de trabalho!” Emoção à flor da pele, ele logo começou a despejar: “Mas que tipo de música estão tocando? Olha só a frivolidade! Será que alguém não vai tomar providências?” Ressentido e com raiva, não entrou. Quando o pai foi convidá-lo, nem o chamou de “pai”. Foi logo disparando: “Olha, eu trabalhei, eu nunca desobedeci, o senhor nunca me deu...”

Ele queria um relacionamento não baseado no amor, mas no trabalho. Mostrou que não perdoava o irmão pelo dinheiro que ele havia esbanjado, nem desculpava o pai pela graça que estava demonstrando para com o pródigo.

Criticamos o filho mais velho, mas quantos de nós temos traços de legalismo, fiapos de justiça própria e vestígios de orgulho pelos projetos que patrocinamos e por aquilo que fazemos. O irmão mais velho do pródigo é uma das melhores demonstrações daqueles que não dão lugar à graça de Deus em sua vida. A resposta do pai para ele foi: “Filho, eu valorizo mais nosso relacionamento do que o seu trabalho. Você tem acesso a todos os meus recursos. O que é meu é seu. Mas seu irmão está voltando, e não tem nada, senão a nós, sua família! Não é razão para celebrar? Sou eu que estou dando a festa. Venha! Você e eu temos que celebrar. Não é a festa do seu irmão, é a minha festa.”

E como termina a parábola? Suspense. Teria ele entrado ou não para a festa?

Deus hoje está pedindo que entremos e celebremos em família, para nos unir e nos regozijar com aqueles que estavam perdidos e foram achados.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

De Filho do Trovão Para Discípulo Amado



Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois O veremos como Ele é. 1 João 3:2

Seu próprio nome não aparece no Evangelho que ele escreveu, mas ele faz duas referências a si mesmo como “o discípulo a quem Jesus amava” (Jo 13:23; 21:20). Jesus o chamou de “filho do trovão”, e em três incidentes ele deixou transparecer seu lado audacioso e intempestivo. O primeiro foi quando os discípulos estavam indo a Jerusalém e os samaritanos não permitiram que eles passassem pelo seu território. Naquele momento, João desejou ter raios laser na ponta dos dedos, apontar para eles e reduzi-los a filetes de fumaça. Em outra ocasião, foi uma demonstração de ciúme e exclusivismo. Encontraram um homem que não era do grupo dos doze expulsando demônios. “Mestre, [...] procuramos impedi-lo, porque ele não era um dos nossos” (Mc 9:38). Mas demonstração de ambição mesmo foi quando pediu que ele e o irmão se sentassem um à direita e outro à esquerda de Jesus, quando o Mestre estabelecesse Seu reino. Ao ver essas coisas, eu digo: “Puxa! Ainda há esperança para mim.”

Como “discípulo amado”, vemos a coragem de João em acompanhar Jesus em Seu julgamento. Aparentemente, ele foi o único discípulo presente na crucifixão de Jesus. João demonstrou sua ternura quando recebeu a mãe de Jesus. Além disso, a Bíblia seria incompleta sem os relatos contidos no Evangelho de João, como as bodas de Caná, os encontros de Jesus com Nicodemos e a samaritana e os detalhes da última ceia. E não podemos nos esquecer da definição de amor encontrada em sua epístola (cf. 1Jo 4:7-21).

A convivência com Jesus, ao ver Sua compaixão no trato com as pessoas, ao se sentir amado e apreciado pelo Mestre, tudo isso contribuiu para transformar o “filho do trovão” em “apóstolo do amor”. “João era orgulhoso, ambicioso e de espírito combativo, mas por sob tudo isto o divino Mestre divisou o coração ardente, sincero e amante” (Ellen G. White, Educação, p. 87).

Perguntamos, então, se o amor é cego, se vê somente o que é bom e desconhece o mal. John Powell disse: “Se meu motivo é o amor, a primeira coisa que farei será observá-lo, olhá-lo com os olhos supervidentes do amor. O amor realmente não é cego. É supervidente. A pessoa amorosa vê em outrem coisas que olhos sem amor jamais conseguem.” Jesus vislumbra aquilo em que podemos nos tornar. Ele pode nos transformar, como fez com João

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Jesus Alimenta os Famintos


Jesus pegou os pães, deu graças a Deus e os repartiu com todos; e fez o mesmo com os peixes. E todos comeram à vontade. João 6:11, NTLH

Nas grandes concentrações, campais e camporis, o horário das refeições era sagrado. Qualquer que fosse a atividade, em campo aberto ou em auditórios, sempre avisávamos os responsáveis para que concluíssem antes desses horários, a fim de evitar o vexame de ficar diante de um auditório vazio.

Se você pudesse filmar de cima, com vista panorâmica desses momentos, perceberia que o restaurante e as cozinhas se assemelhavam a imensos ímãs atraindo gente de todo lado. Era o evento de maior pontualidade!

O milagre da multiplicação dos pães é o único repetido nos quatro Evangelhos. A multidão que estava com Jesus havia andado uns sete quilômetros, desde Betsaida. Ninguém havia tido tempo para comer. Além de presenciar a cura de muitas pessoas, eles também não queriam perder nenhuma palavra dos ensinamentos de Jesus. Agora, no fim do dia, deviam voltar às suas casas.

Jesus, querendo testar a fé dos discípulos, perguntou: “Onde vamos comprar comida para toda esta gente?” (Jo 6:5). As respostas de André e Filipe foram convencionais: não havia dinheiro nem pão para tanta gente.

Felipe, que morava em Betsaida e conhecia a região, disse que, se juntassem os pães de todos os “supermercados”, “padarias”, “lanchonetes” e “lojas de conveniência”, não seriam suficientes para alimentar todo aquele povo.

“Para onde iremos? O que faremos?”, perguntaram os discípulos.

A graça de Jesus se manifestou de maneira tangível para aquela multidão. Os dons que Jesus oferece sempre servem para cobrir qualquer tipo de necessidade humana.

A multidão faminta se sentou no gramado e comeu pão e peixe. A história diz que todos comeram e ficaram satisfeitos. Jesus lhes deu muito mais do que pediram.

A graça de Deus é extravagante conosco. Ela vai ao encontro de nossa necessidade e nos satisfaz plenamente. Ali estava uma multidão de insatisfeitos, sentindo-se vazios, em busca da verdade. Quando reconhecemos nossa pequenez, nossa insuficiência, Jesus pode vir em nosso auxílio.

Hoje, faça esta oração: Senhor, Tu que foste ao encontro de milhares que se sentiam famintos naquele dia, conheces minhas necessidades. Vem ao meu encontro hoje. Sacia minha alma; alimenta-me com o pão do Céu; preenche meu vazio; satisfaz minha fome e dá um novo significado à minha vida.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Surpresa nas Escolhas de Deus


Por um ato de fé, Raabe, a prostituta de Jericó, deu as boas-vindas aos espias e escapou da destruição que veio sobre aqueles que recusaram confiar em Deus. Hebreus 11:31, The Message

Naquele dia, antes de os espias saírem para sua investida em Jericó, muito antes dos mais sofisticados computadores e equipamentos de ponta, antes dos radares e dos satélites de inteligência militar, tendo em detalhes os alvos inimigos, Deus, com seu “Google Universe”, clicou na Via Láctea, sistema solar, planeta Terra, hemisfério norte, Ásia, Oriente e Jericó, muros de Jericó e deu as coordenadas para os espias. A história foi colocada à frente de outras narrativas, como uma introdução à teologia da conquista.

Raabe é um dos grandes troféus da graça de Deus em toda a Bíblia. Duas vezes elogiada no Novo Testamento, ela está entre as cinco mulheres mencionadas na genealogia de Jesus. Era cananeia, criada em ambiente pagão. Não de linhagem nobre, era uma “dama da noite”. A tradição judaica a coloca entre as quatro mulheres mais bonitas de Israel.

Será que o autor de Hebreus não poderia ter se referido a Raabe de maneira menos rude, ou ter omitido o detalhe, sem mencionar que ela era prostituta? Mas sua intenção foi outra. Ele quis deixar claro que Deus não vê as pessoas como nós as vemos.

Que mudança a graça pode realizar na vida de alguém! Deus foi ao encontro de uma jovem que disse: “Eu quero mudar”, e levou em conta sua fé, não sua “profissão”.

Dificilmente imaginaríamos que Deus pudesse incluir uma prostituta em Seus planos ou que colocasse o nome dela na galeria dos grandes heróis da fé. Essa atuação de Deus levou Paulo a afirmar: “Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, [...] a fim de que ninguém se vanglorie diante dEle. É, porém, por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus” (1Co 1:27-30). Deus é soberano. Ele escolhe quem quer. Raabe é uma dessas surpresas. Ela mesma disse aos espias “[...] pois o Senhor, o seu Deus, é Deus em cima nos Céus e embaixo na Terra” (Js 2:11).